terça-feira, 31 de julho de 2012

A melhor profissão do mundo é a minha!

Sim, sim... Quem é vivo sempre aparece e eu estou aqui para continuar postando. O blog ficou às moscas praticamente o mês inteiro e espero não ter perdido parte dos meus leitores. Mas é aquele negócio: a briga contra o tempo é intensa. Infelizmente, o dia tem apenas 24 horas.

Mas tudo bem! Vamos ao que interessa. Hoje faço questão de protestar. Um site americano escolheu os dez piores e melhores empregos de 2012 (veja). Para responder à pergunta: o que faz um emprego ser bom ou ruim?, o site levou em consideração fatores como remuneração, ambiente de trabalho, nível de estresse e perspectivas de contratação.

Se a sua profissão está relacionada com as áreas de matemática, ciências e saúde, parabéns! De acordo com o site, a maioria dos bons empregos está ligada a esses segmentos. Mas se você, assim como eu, é jornalista... Ai ai ai! Veja só:


É, pelo visto nossa profissão anda mesmo desvalorizada. Mas apesar de todos os critérios que foram utilizados nesta pesquisa americana, ainda acho que o jornalismo é a melhor profissão do mundo. Quem atua na área talvez deva concordar comigo. Quando se ama o que faz, apenas isso basta!
Quando se ama o que faz, apenas isso basta!
O reconhecimento, a tranquilidade e até mesmo o dinheiro no bolso (porque não?) vêm com o tempo. Basta persistir. Quem vive o jornalismo diário tem o privilégio de conhecer pessoas novas, lugares diferentes, situações variadas e, principalmente, tem a oportunidade de mergulhar em sentimentos únicos.
A correria na redação do SBT, em São Paulo
É até engraçado. Uma hora a gente está feliz e parece que tudo caminha bem. A pauta é bacana, os entrevistados falam bem, as imagens ou as fotos ficaram excelentes e o texto parece ter vida própria... Flui que é uma beleza! Por outro lado, tem hora que dá vontade de xingar. É!

Sabe a tal Lei de Murphy? Então, no jornalismo ela funciona bem. Tem dia que tudo parece conspirar contra: a pauta empaca, as imagens não rendem, as fotos não ficaram boas e pra sair um parágrafo de texto é aquele “Deus nos acuda!”.
Jornalista é jornalista até fora da redação!

Mas isso tudo é fixinha diante do grande prazer que o jornalista sente em, simplesmente, ser jornalista. E o que torna nossa profissão tão importante é exatamente isso: o SER. Jornalista é jornalista sempre. Seja na redação, na rua, no bar, em casa ou em qualquer outro lugar, o bitolado do jornalista estará sempre a procura de pautas com aquela mesma pergunta:

- Você não me daria uma entrevista?

Enfim, jornalista ganha bem? Poucos. Trabalha sob pressão? Sempre. O nível de estresse é alto? Altíssimo, eu diria. E como é o nível de contratação? Depende muito da região onde ele vive. Agora pergunte a este profissional se ele abriria mão de tudo isso. A resposta é uma só: não!

6 comentários:

Thiago Vasconcelos disse...

APOIADO!!!
Digo o mesmo, a melhor profissão do mundo é a minha! rs
Achei essa trecho muito bacana, e resume muito bem a realidade...

"Mas isso tudo é fixinha diante do grande prazer que o jornalista sente em, simplesmente, ser jornalista. E o que torna nossa profissão tão importante é exatamente isso: o SER."

O que dizer após o que você colocou?? Apenas que somos jornalistas, pq somos apaixonados pelo que fazemos! Assino embaixo Luquinhas, não abro mão de tudo isso, o SER Jornalista!
Ótimo texto!!
Abraço!

LUCAS MATHEUS disse...

Valeu, Thiago! Obrigado pela visita. O diferencial está, justamente, no SER jornalista. Quem é, é e ponto! Não abre mão desta condição. Volte sempre. Abraço!

Ariadne Bognar disse...

Querido, Lucas! O texto é ótimo e retrata bem a rotina do profissional da área. Essa é a profissão mais apaixonante do mundo e não a trocaria por nada. Sou completamente apaixonada pelo que faço. Só quem tem a alma ligada ao jornalismo, conseguirá compreender seus mistérios. No meu blog tem um ótimo texto falando sobre as desilusões da profissão. Passe por lá :D http://goo.gl/Ptfwk

Rodrigo Vasconcelos disse...

É o que vc escreveu! Somos jornalistas pq amamos a profissão. Não há nada mais gratificante de que ver o seu nome na TV ou em uma pagina de algum jornal. Saber que fomos responsaveis por aquilo, que de alguma forma ajudamos alguém, contamos histórias que podem mudar vidas. Isso não tem preço. Ser jornalista é muito mais do que um bom texto,uma boa voz. É ter consciência do poder das nossas palavras. Bom, sou apaixonado pela profissão. Acho que não saberia fazer outra coisa.

Ótimo texto.

ayne salviano disse...

Que bom que meus 'filhotes' estão felizes. Sucesso sempre!

Simone Dias disse...

É exatamente isso! Ser jornalista é quase um estilo de vida, diria. A paixão que temos pela profissão vai além daquilo que essa pesquisa retrata. Conseguimos ser felizes em meio a tantos problemas rotineiros do nosso trabalho, e isso nos torna vencedores! E só conseguimos agir dessa maneira, na contramão do que poderia virar apenas "reclamações", pq somos apaixonados e isso já coloca o jornalismo no topo das melhores profissões do mundo.